Pr. Cláudio Moreira
Presidente Municipal do PSC
Poucas habilidades humanas são tão indispensáveis para a Política quanto o uso das palavras. Desde os tempos bíblicos sabe-se o quanto as palavras têm poder, muito antes de surgirem os marqueteiros e neurolinguistas da atualidade. Mais do que somente descrever a realidade, a palavra pode ser usada para criar realidades novas. Em alguns casos, a palavra pode ser usada muito mais para encobrir do que para revelar, como no atual uso que muitos segmentos políticos fazem da palavra “Mudança”, mote preferido do marketing político.
O mais popular presidente brasileiro das últimas décadas se elegeu falando em mudança, e de certa forma, até hoje encarna este papel, muito embora o sucesso de seu governo se deva exatamente a não ter mudado nem a política econômica, nem os tão falados programas de transferência de renda, criados pelo presidente anterior. De lá pra cá, existe a falsa noção de que basta falar em mudança para ter sucesso eleitoral, e nesta onda também embarcam os diversos grupos de oposição à atual gestão em São Gabriel. Ativos na mídia, alguns grupos montam brigadas de artilheiros nas redes sociais para espalhar que a mudança é necessária. Mas de que mudança, realmente, estes senhores estão falando?
Para eles, tudo se resume a mudar o ocupante do Palácio, de preferência colocando um deles no lugar. Quem seria este iluminado, eles ainda estão decidindo. Entretanto, mudar a política é um processo que vai muito além de simplesmente mudar as pessoas. E neste sentido, a agenda dos atuais grupos de oposição pode ser tudo, menos uma verdadeira proposta de mudança. Pelo contrário, a intenção é assumir o poder para, de alguma forma, impedir as mudanças em curso.
Embora tenham diferenças entre si, os diferentes grupos que falam em mudança querem que o serviço de água e esgoto continue como está, que a administração da Santa Casa continue como está, que tudo que os afeta de alguma forma continue como antes. Se alguns deles tivessem tido sucesso no passado, nem mesmo o Colégio Tiradentes teria vindo para cá, porque a idéia de muitos era que uma escola estadual com déficit de ocupação de vagas continuasse como estava. Ou seja, os que tocam as cordas da mudança são, na verdade, agentes do mais retrógrado conservadorismo.
A verdadeira mudança vem sendo empreendida ao longo de um governo que, mesmo enfrentando percalços, conquistou evoluções significativas, muito além do mero discurso. Um município que se gabava de captar R$ 4 milhões do governo federal na gestão passada conseguiu R$ 11 milhões de investimento aplicado somente até 2009, com mais R$ 19 milhões em andamento, sem falar no Minha Casa Minha Vida, que sozinho representa R$ 34 milhões. A modernização da Lei de Incentivos atraiu novas empresas, gerando um crescimento real do emprego em 12,8% em 2010, acima da média nacional. Uma cidade que tinha 1801 empresas registradas em 2008, já contava 2545 empresas em abril de 2011. O PIB per capita da cidade saltou dos R$ 7 mil para R$ 11 mil no período. Trata-se de dados que qualquer um pode verificar.
A única mudança que os grupos de oposição podem representar, talvez seja a de convicções. Sair com tanta rapidez da centro-direita para a extrema esquerda, como fizeram alguns dos principais postulantes à prefeitura, sem nem corar o rosto, não deixa de ser uma mudança. É como diz o provérbio português: “a raposa muda de pelo, mas não de natureza”. A população é mais atenta do que imagina nossa elite política, e saberá escolher entre os que usam o conceito de Mudança pra turbinar suas biografias, e os que dedicam sua biografia a promover verdadeiras mudanças. A mudança está em curso, levada a efeito pelo grupo de partidos que hoje governa para a comunidade. E continuaremos mudando.
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