Marcel da COHAB
Colunista do blog
Lamentável e estarrecedor o episódio do assalto/arrastão por parte de sete crianças que assistimos na Vila Mariana, São Paulo, pela televisão. Duas maiores de 12 anos, e as demais menos que isso. Segundo a reportagem da TV Bandeirantes, elas promovem todo o tipo de desordem quase que diariamente. Algumas delas, estavam no caso relatado pela mídia no começo do mês em que uma das mães foi flagrada xingando uma criança (sua filha) por ter sido burra e voltado a cena do crime. Lamentável! Neste último episódio, os menores insultavam transeuntes, jornalistas e policiais, destruíram o conselho tutelar e logo estarão nas ruas para causar pânico no cidadão de bem.
Esses fatos estão se tornando cada vez mais corriqueiros não só em São Paulo, mas no Brasil. São crianças que morrerão cedo, se auto destruindo com as drogas ilícitas, ou assassinadas por vítima cansadas de sofrerem as mesmas agressões diariamente sem que nada seja feito. Pior que isso é saber que, antes de seu fim, deixarão um rastro de vítimas e de prejuízos para pessoas de bem. É Lei da selva: mata ou morre. É a realidade nua e crua. A família está falida, resultado da falência do Estado.
Em Belém do Pará dois bebês gêmeos morrem em hospital por falta de atendimento. Belém do Pará ficou de fora da Copa, logo, não há motivos para que o povo paraense receba a atenção governamental, visto que é preciso levantar 800 milhões para o Estádio do Corinthians e mais alguns milhões para outros “elefantes brancos” que, nem saíram do papel, e já tiveram seu orçamento quase que dobrado.
São dois exemplos que estiveram no noticiário televisivo desta semana, mas temos outros milhares na mídia, até mesmo no nosso cotidiano de que não há como ter esperança num País que não cuida da família, das crianças, da educação que essas deveriam receber no seio familiar bem como dos professores que alfabetizam essas crianças.
Nosso Brasil precisa querer mudar, investir em si, na sua maior riqueza que é seu povo, mas investir de verdade, pois não adianta estádio bonito e aeroporto chique enquanto assistimos a esse tipo de cena. E pior, esta ficando banal, estamos nos acostumando. Basta andarmos por cidades de maior porte que, com a maior naturalidade, desviamos por copos de meninos (cadáveres com vida) jogados num canto sob efeito de drogas ou álcool. Já nem nos estarrecemos mais com isso.
Passei minha infância ouvindo dizer que as crianças eram o futuro do Brasil, aquele futuro chegou e, vendo os pais nos quais aquelas crianças se transformaram, dou-me conta de que trata-se de um processo gradativo de autodestruição que não é de hoje.
E as crianças de agora? Serão elas o futuro do Brasil? Elas próprias não têm futuro! Vítimas de uma família desestruturada (e não ter estrutura não é ser pobre financeiramente, pois existem famílias milionárias mas sem valores morais) estão formando-se na escola das ruas, a escola do crime, amparadas por uma legislação branda e errônea, pra não dizer arcaica.
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