Marcel da COHAB
Colunista do blog
Essa é a pergunta mais frequente nos dias de hoje. O inverno chega e os primeiros dias de frio são sentidos por nosso organismo, nosso corpo, até a readaptação à estação. O inverno tem um tom de romantismo, vinho, lareira, calor humano. Para quem aprecia mota tem um gostinho especial. Há quem não goste do inverno. Mas convenhamos se é ruim para acordar de manhã, é ótimo para dormir e se trabalha com mais disposição. O verão é péssimo para dormir, acordar e para trabalhar. Aprecio o verão pelo futebol, sambinha, barzinho...na verdade somos privilegiados. Moramos num Estado onde as quatro estações são bem definidas. Tudo na vida é equilíbrio, então, nesse assunto, nem só calor, nem só frio. Um pouco de cada. A natureza é sábia.
Mas o inverno nos trás um cuidado ampliado com nossa saúde (fala aqui um paciente da tuberculose). Gripes de toda ordem assolam nosso dia a dia. Nessa hora eu lembro das crianças que vivem em estado de miséria. Chovem reportagens na televisão nas quais famílias em estado de miserabilidade lamentam a má sorte, bem como campanhas sociais de órgãos de imprensa e do Poder Público diariamente ilustram as programações das emissoras.
Mas querem saber o porquê da minha tristeza em relação apenas às crianças? Por elas serem inocentes. Vítimas. Reparem se cada família dessas não tem no mínimo três filhos...as vezes nem pai há. Como podem esses adultos ser irresponsáveis a ponto de colocarem inocentes no mundo a esmo? Por isso penso que as campanhas – que são válidas – apenas empurram com a barriga o verdadeiro problema da miséria: a falta de educação das pessoas, ou, como dizemos no interior, o relaxamento (no sentido de desleixo).
Qualquer doação de agasalho para uma família de 4 crianças, ano que vem será em dosagem maior, pois nessa família já teremos 5 crianças e assim sucessivamente. Precisamos cortar o mal pela raiz. Um filho não é um mal, mas um filho mal planejado, que venha a nascer para passar frio e fome, pode ser considerado um mal para ele filho e, posteriormente, para a sociedade. Em meu ponto de vista, as campanhas de doação devem ser precedidas ou acompanhadas por campanhas de conscientização de controle de natalidade, planejamento familiar. Do contrário, as campanhas serão cada vez mais insuficientes pois essas mães e pais cada vez mais colocam inocentes no mundo, os largando a própria sorte como reféns da solidariedade da população. A cena da criança tapando os furos das tábuas das casas, exibida na RBS TV de Santa Maria é deprimente, LAMENTÁVEL! Mas esta reportagem exibida no dia 28/06, mostrou famílias paupérrimas, porém com crianças pequenas e recém nascidas. Onde isso vai parar????
Planejamento familiar é sinônimo de qualidade de vida, para a família, para a sociedade e para o governo. É um triângulo em que todos devem agir conjuntamente. Uma vez rompido o elo, como eu disse anteriormente, as campanhas serão cada vez mais insuficientes.
Ainda mais com esse frio.
E-mail: blogcadernosete@gmail.com













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