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05 maio 2011

Fato Consumado: Violência em 3 atos

Marcel da COHAB
Colunista do blog


1º ato – Em 11 de setembro de 2001, um ataque suicida e homicida, nos Estados Unidos deixa o mundo perplexo e os EUA em pânico. O governo norte americano declara aberta a caça ao mentor do referido ataque, um terrorista chamado Osama Bin Laden.

2º ato – Em 1º de maio de 2011, o agora presidente dos EUA Barack Obama anuncia que Osama foi encontrado e assassinado no Paquistão. O povo norte americano sai às ruas para comemorar.

3º ato – Uma menina de 12 anos vê seu pai ser morto por uma tropa de soldados. Com certeza uma cena que ficará marcada na retina de uma criança as portas da adolescência.

É triste ver que o ser humano hoje comemora uma vitória obtida através de sangue, de mortes de outros seres humanos, sejam eles de que nacionalidade for. O que comemorar após tantas mortes? Mortes de ambos os lados, diga-se de passagem.

Osama Bin Laden não teve um julgamento justo. Por ser um crápula, ninguém, se atentou para esse detalhe, mas abriu-se um precedente perigoso, o da “justiça pelas próprias mãos”. Sim, era um assassino, canalha e todos os outros adjetivos imundos que alguém pode ter. Mas quem condenou o que ele fez agiu da mesma forma em relação a ele. Ou seja, tão assassino e canalha quanto! Os americanos matam, dizimam várias vidas da mesma forma que o terrorista fez no dia 11 de setembro de 2001. Aliás, o 11 de setembro já havia sido resposta a outros massacres protagonizados pelo “Tio Sam”.

Osama foi morto em frente a sua filha de 12 anos que, com certeza não pediu para ter o pai que teve. Não defendo Osama, pelo contrário. Apenas defendo um justo julgamento, pra quem quer que seja. Ademais, Osama não pagou por seus crimes, não foi julgado, não sofreu na pele, aí também existe injustiça

Essa é uma guerra sem mocinhos, só bandidos/vilões na qual vemos o ser humano comemorando a dizimação de outros seres humanos. Talvez nesse episódio, terroristas, governos dos EUA e a população americana que sorri diante de cadáveres se colocam no mesmo patamar de canalhice.

É perigoso demais que os EUA julguem e condenem a bel prazer as pessoas. Repito, agora foi um terrorista, um autor confesso. Mas e quando o julgado for declarado culpado apenas aos olhos norte-americanos? E quando a pena for executada sem direito de defesa e sem pudor algum? Ficam essas perguntas e talvez a maior de todas: quem julga os EUA?

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Um comentário:

  1. concordo em diversos aspectos com o escritor, mas o caso em questão é muito peculiar e diferente de qualquer outro. Não se pode fazer julgamento sem detalhes do acontecido, varios motivos justos podem haver p/ terem matado o terrorista. Com certeza ele valia mais vivo, então se mataram de primeira, deve ter justificativa. Achar que por esse caso os EUA vão julgar e condenar pessoas comuns a bel prazer tb é demais. Pensar no trauma de uma criança de 12 anos sem lembrar que 3 mil foram mortos barbaramente nos atentados e tb deixaram crianças no mundo é esconder fatos reais e formar opniões erradas. Tratar os 10 anos que se passaram em apenas 3 atos é um absurdo. Quem tinha 15 anos em 11 de setembro e lê isso hoje vai achar que osama é um coitadinho.

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