Marcel da COHAB
Colunista do blog
Dia desses ao esperar o sinal fechar para atravessar a rua, presenciei o seguinte diálogo de duas pessoas que estavam ao meu lado, mas não comigo:
Pessoa 1 – Que horas que tá marcada? (provavelmente uma reunião, ou festa, ou churrasco, enfim)
Pessoa 2 – As 8, mas é as 8 pra começar as 9, 9 e meia....
Fiquei pensando na nossa cultura do atraso. Somos, nós brasileiros, um tanto estranhos. Se queremos algo as 9, marcamos as 8 já tendo como normal e costumeiro o atraso. Isso vale para solenidades oficiais. É comum ouvirmos, no carnaval, por exemplo, que a abertura é as 9, “mas sempre atrasa”... Qual o problema em chegar no horário? Um amigo me contou a história de um companheiro de festas e faculdade que tinha o costume de sempre chegar atrasado nos lugares. Até que um dia, marcaram a saída para uma viajem as 2 e meia e, resolveram sair naquele horário mesmo que o atrasado tivesse novamente atrasado. Resultado: o atrasado apareceu 4 e quinze e ficou furioso por não terem lhe esperado. Provou uma vez do seu próprio veneno e viu, uma única vez, o estrago que provocara “n” vezes para os outros.
Cumprir horários e prazos uma questão de respeito, educação, mas sempre privilegiamos os retardatários. Esse ano, uma Escola de Samba da região me mandou o regulamento do concurso de samba enredo e, entre as regras, estava a entrega do samba dia 4 de agosto, como não tive tempo de terminar, acabei não enviando o samba. Posteriormente soube que houve mais 3 adiamentos (além do adiamento do dia 4). Aqui em São Gabriel a entrega dos enredos era até meio dia, mas tinha entrega as 13, as 14 horas e até em dias posteriores sempre abrindo jurisprudência para que as pessoas cada vez sejam mais relapsas e menos responsáveis. E por falar em atraso, não posso deixar pra depois, tem que ser agora: sejam felizes em 2011, mas não esperem e nem apenas desejem a felicidade, façam por onde, para si e para os outros. A felicidade é o bem maior do ser humano. Desejo isso para vocês e para mim, e vou fazer o possível para que isso aconteça.
Sambas enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2011
Com duas semanas ouvindo o disco, faço uma análise preliminar: “Y-Jurerê Mirim - A Encantadora Ilha das Bruxas (Um Conto de Cascaes)”, de autoria de Edispuma, Licinho Jr. Marcelinho Santos, Foca, samba da Grande Rio, falando de Florianópolis é o melhor samba até aqui. A safra de sambas é boa e muitos crescerão na Sapucay. Destaque ainda pra Imperatriz, Ilha e Salgueiro. A Mangueira fala do centenário de Nelson Cavaquinho trazendo os seus 3 tenores Zé Paulo, Luizito e Ciganerey (este último no lugar do Rixa), aliás o Salgueiro também traz 3 cantores, o defasado Quinho e os ótimos Serginho do Porto e Leonardo Bessa. A Beija Flor poderia ter vindo com um samba melhor e o Neguinho tem uma grande história de vida e no samba, mas sua voz já não é mais a mesma.
“O Seu, o Meu, o Nosso Rio, Abençoado por Deus e Bonito por Natureza” (de Helinho 107, Claudio Filé, Armandinho do Cavaco, Nelson Amatuzzi, Fabio Portuga, Rodrigo Maia, J.J. Santos, Xandrão, Ricardo Goés, Ronaldo Soares, FM, Grey, Serginho Machado, Flavinho Segal – ufa, dá-lhe indústria do samba), samba da São Clemente apresenta algo mais próximo do que seria a cadência ideal de um samba enredo.













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