O documento enviado ao Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) pela instituição, após aval do prefeito, não estabelece prazo para a quitação do restante do valor, devido há quase um ano
Os médicos que atuam na Santa Casa de São Gabriel recusaram a proposta da instituição que prevê o pagamento de 35% dos valores em atraso. A decisão unânime foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na noite de quinta-feira, 2, e conduzida pelo diretor do Simers na Fronteira, Felipe Rodrigues Cunha. Também participaram a diretora do Interior, Débora Espírito Santo, e o delegado da entidade no município, Paulo Pizarro.
Desde que a Prefeitura assumiu a direção do hospital, em outubro do ano passado, a categoria aguarda a quitação dos valores referentes aos meses de 2025 anteriores à intervenção. Segundo o sindicato, desde então, o prefeito Lucas Menezes ainda não apresentou uma proposta definitiva nem efetuou os pagamentos. Os profissionais também cobram a formalização dos contratos, que ainda não ocorreu, e alertam que diversos especialistas já deixaram a instituição em razão da insegurança.
“Não há como prosseguir com essa situação, sem definição e sem uma proposta que contemple o total da dívida. Os médicos não podem seguir trabalhando nesse cenário de incerteza. Há um sério risco de desassistência”, afirmou Felipe Cunha.
A intervenção na Santa Casa ocorreu após atuação do Simers, que levou o Ministério Público a ingressar com ação civil pública. A medida resultou em decisão judicial determinando que a Prefeitura assumisse a administração da instituição. No dia 5 de abril, encerra o prazo estabelecido pela Justiça para que seja apresentado um plano de pagamento dos débitos.
Reportagem: Assessoria SIMERS
Data: 06/04/2026 19h32
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