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| Mulher de 34 anos foi presa por histórico de furtos e ameaças na cidade nesta quarta (foto arquivo C7) |
A Polícia Civil cumpriu, na tarde de quarta-feira, 24 de junho, mandado de prisão preventiva contra uma mulher de 34 anos, no bairro Trindade, em São Gabriel. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Polícia de São Gabriel, coordenada pelo delegado Daniel Severo, por meio do Núcleo de Furtos e Roubos.
A prisão decorre de investigação sobre uma sequência de crimes patrimoniais registrados no município ao longo de 2026. Segundo a Polícia Civil, os casos apresentam características semelhantes, principalmente pela forma de aproximação das vítimas para ingressar em residências.
Em fevereiro, foi registrado o furto de um telefone celular dentro de uma casa. Conforme o relato, a investigada teria entrado no imóvel sob o pretexto de usar o banheiro. Depois, foi constatado o desaparecimento do aparelho.
Em maio, outra vítima comunicou o furto de um celular em situação semelhante. De acordo com a ocorrência, uma mulher teria se aproximado da residência pedindo um copo de água e, após ganhar a confiança da moradora, teria subtraído o aparelho sem arrombamento.
Ainda em maio, a investigada teria invadido uma residência no bairro Medeiros, forçando a entrada e agredindo a vítima que tentou impedir o acesso. Conforme apurado, depois de entrar no imóvel, ela passou a recolher pertences, sendo localizada dentro da casa e conduzida por uma guarnição policial.
Em junho, também houve registro de ameaça contra um morador da mesma região. Segundo a investigação, a mulher teria feito intimidações em via pública após um episódio relacionado a fatos anteriores envolvendo vizinhos.
De acordo com a Polícia Civil, a análise dos registros apontou um padrão de atuação, com aproximação das vítimas por meio de pretextos para entrada em residências. A investigação também indicou que, nos casos mais recentes, houve agravamento das condutas, com registros de violência e ameaças.
O delegado Daniel Severo destacou que a prisão preventiva foi solicitada diante da reiteração dos fatos investigados e da gravidade das condutas atribuídas à mulher.
“A investigação evidenciou que se trata de atuação reiterada, com padrão de abordagem que coloca em risco especialmente pessoas em suas próprias residências. Houve, inclusive, escalada para violência física e ameaças. A prisão preventiva foi essencial para interromper essa sequência de crimes e resguardar a ordem pública”, afirmou.
A Polícia Civil reforçou a importância do registro de ocorrências e da colaboração da comunidade, especialmente com o fornecimento de informações e imagens que possam auxiliar na identificação de suspeitos e na prevenção de novos crimes.
Reportagem: Marcelo Ribeiro
Data: 26/06/2026 11h29
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