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| Há 30 anos, banda Mamonas Assassinas desapareceu tragicamente em acidente aéreo ao retornar de show em Brasília; legado dos músicos é eterno no Brasil (foto divulgação) |
Nesta segunda-feira, 2 de março, completam-se 30 anos da morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas. O grupo, formado por jovens músicos, ganhou projeção nacional em poucos meses com letras satíricas e performances marcadas pelo humor. Com suas letras engraçadas, melodias contagiantes e shows que eram verdadeiras festas, os Mamonas conquistaram o Brasil e se tornaram imortais.
Na volta de um show realizado em Brasília, na noite de 2 de março de 1996, a aeronave em que viajavam colidiu contra a Serra da Cantareira, em Guarulhos (SP), provocando a morte de todos os ocupantes.
Formada por Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec, a banda iniciou a carreira com o nome Utopia, interpretando um repertório mais voltado ao rock tradicional. Após mudanças no estilo e na proposta artística, adotou o nome Mamonas Assassinas, passando a investir em letras de humor e apresentações performáticas. Com a produção de Rick Bonadio, o grupo lançou músicas como “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”, que alcançaram grande execução nas rádios e na televisão.
O álbum de estreia foi lançado em 23 de junho de 1995 e, em pouco mais de três meses, ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas. O sucesso levou o grupo aos principais programas de televisão e ampliou o público, especialmente entre crianças e adolescentes.
No Rio Grande do Sul, a banda se apresentou no Planeta Atlântida de 1996 e, posteriormente, na Festa da Uva, em Caxias do Sul, em 1º de março daquele ano. No dia seguinte, realizou o último show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Após a apresentação, embarcou para São Paulo e tinha previsão de iniciar uma turnê em Portugal antes da gravação do segundo álbum, que teria o título provisório “Mamonas Assassinas nº 1”.
O acidente ocorreu por volta das 23h30, durante a aproximação para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. As investigações posteriores apontaram falhas operacionais como fatores determinantes para a colisão da aeronave contra a serra. O país amanheceu em luto no dia seguinte. Os funerais, realizados em Guarulhos, reuniram mais de 100 mil pessoas.
Em cerca de sete meses de projeção nacional, a banda consolidou-se como fenômeno de vendas e audiência. Três décadas depois, familiares optaram pela exumação dos restos mortais para cremação e transferência das cinzas para um memorial. Durante o processo, uma jaqueta que pertencia ao vocalista Dinho foi localizada preservada e posteriormente destinada a um museu.
Em São Gabriel, o bloco Diretoria homenageou o grupo no samba-enredo de 2013, ano em que conquistou o título do carnaval local.
Trinta anos após o acidente, o Mamonas Assassinas permanece como referência na música brasileira dos anos 1990.
Reportagem: Marcelo Ribeiro
Data: 02/03/2026 09h33
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