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Rancho Crioulo chega ao oitavo ano consecutivo unindo tradicionalistas

Roberto e a esposa Lisiane, os idealizadores do Rancho Crioulo, sediado na Rua Coronel Soares e que chega à sua oitava edição (fotos divulgação)
Uma ideia que deu certo, se tornando mais um evento para a celebração dos Festejos Farroupilhas chega ao seu oitavo ano consecutivo em plena atividade. Criado por Roberto Farias, sua esposa Lisiane e demais amigos, o Rancho Crioulo, que tem sua sede na Rua Coronel Soares, 1114 (a uma quadra da Praça Dr. Fernando Abbott), surgiu de uma reunião entre amigos no final de semana e se tornou um dos principais eventos de culto às tradições gaúchas.


Roberto destaca que no Rancho, estão expostas inúmeras indumentárias campeiras e à noite, a comunidade se reúne no local, como por exemplo empresários, profissionais liberais, funcionários públicos, professores, bombeiros, funcionários de empresas privadas, comerciários e instituições como Santa Casa, EMATER, IBGE, INSS, entre outros, que elaboram e participam dos jantares tipicamente gaúchos, sem faltar o tradicional churrasco. "Assim, imbuímos a juventude de amor às lides campeiras e zelar pelas tradições do Rio Grande do Sul. Deixamos claro também que o Rancho não está vinculado a qualquer atividade política, partidária ou religiosa e não estabelece distinção entre os membros", afirma ele.

O tradicional churrasco não pode faltar no Rancho

Grupos musicais também participam do Rancho, como o Ki-Vaneira, no ano passado
"Já nos procuraram para levar a idéia a outras cidades tanto do interior como nas capitais, e até uma firma de cerveja quis nos patrocinar. Ainda estamos esperando mandarem a carga", diz Roberto Farias, sob olhares bem humorados dos amigos que se perguntam o que é fato ou exagero na história.

A função começou há oito anos entre quatro amigos, e aos poucos atraiu os amigos de amigos, parentes e moradores próximos.  Bem pilchado, com a melena até os ombros e com um cavanhaque entordilhado,  Roberto Farias, que é de uma família tradicional foi o idealizador, mas o Rancho já anda sozinho: às 10h daquele que seria o dia mais chato da semana, se não fosse pela invenção do sal grosso, os guascas, tauras e sua senhoras e filhos vão chegando e se abancando pela calçada. Abrem cadeiras, ajeitam o isopor e se põem a contar causo e anedotas.

"Aqui só não pode falar de religião, política ou futebol, que é para não dar briga", diz um dos participantes. A logística é super curiosa: pelas dez horas, dois churrasqueiros, saem de dentro da casa  carregando uma estrutura metálica (meio tonel), e uma carcaça de geladeira, com uma chapa na base para segurar o carvão – “nem os egípcios foram capazes de inventar uma pirâmide que asse carne”, se orgulha Roberto.

Brasa posta, cada um põe seu naco na grelha. Um vai virando a carne até que doure dos dois lados. Ela então é picada e transita sobre uma tabua de carne meia pesadinha, improvisada como gamela. Não importa o tamanho da fome: cada um pega um só pedaço por vez para que todos comam – às vezes chegam a se reunir ali mais de 50 pessoas. As mesas são da residência, e toda a infraestrutura que não foi fácil montar – e aí comemoram o furdunço, que em algumas noites, conta até com participação de grupos de música ao vivo. Hoje, o Rancho comemora 8 anos e já é tradição na cidade e arredores.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 09/09/2017 17h18
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