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Caso Kiss: vereador Márllon afirma que processo contra pais é uma indecência

Parlamentar, que perdeu dois amigos na tragédia, afirmou que “chegamos ao fundo do poço” (foto divulgação)
Após enfrentarem a dor da perda de filhos na maior tragédia do Rio Grande do Sul, Sérgio Silva, Flávio Silva, Paulo Carvalho e Irá Beuren estão sendo processados por calúnia e difamação pelos promotores Ricardo Lozza, Joel Dutra e Maurício Trevisan, além do promotor aposentado João Marcos Adede y Castro e o filho dele, o advogado Ricardo Luís Schultz Adede y Castro. Pelo andamento das ações, apenas o processo contra Irá não deve ser concluído este ano. Os promotores alegam que foram ofendidos pelos pais que afixaram cartazes afirmando que o Ministério Público sabia das irregularidades na boate, onde um incêndio matou 242 pessoas – sendo 9 adolescentes de São Gabriel.




Indignado, o vereador Márllon Maciel (PP) subiu à tribuna da Câmara Municipal e disparou críticas aos processos impetrados contra os pais. “Chegamos ao fundo do poço. Os pais serão julgados antes daqueles que assassinaram 242 pessoas. Esse é o Brasil que vivemos”, disparou. Na sessão de quinta-feira (15), Márllon apresentou Moção de Solidariedade aos pais que, em sendo condenados, poderão ir parar atrás das grades. “Lamentavelmente, quatro anos depois a boate Kiss ainda continua fazendo vítimas”, reafirmou o vereador. 

Reportagem: Assessoria Parlamentar 
Data: 19/06/2017 07h32 
Contato: (55) 3232-3766 / 996045197 
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