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Autor de morte de policial já tinha cometido vários delitos

Imagem com presos na operação circula nas redes sociais. Maicon (de camiseta preta, ao fundo) foi o autor do disparo que matou o policial Rodrigo Wilsen da Silveira na manhã de hoje em Gravataí (foto divulgação)
Maicon de Mello Rosa foi o responsável pela morte de policial civil durante operação em Gravataí

O principal responsável pelo crime que chocou o Estado na manhã de hoje tem uma ficha criminal extensa e que poderia ter sido menor se ele estivesse preso. Maicon Mello da Rosa tinha diversas passagens pela polícia, inclusive com indiciamento por homicídio e roubos. Também havia um pedido de prisão preventiva contra ele, por parte da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí, pelo envolvimento em um roubo há cinco dias e não era o alvo da ação. E entre tantos outros crimes, a morte do policial civil Rodrigo Wilsen da Silveira, 36 anos, na frente da esposa, também policial.



Policiais e Promotores de Justiça manifestaram pesar pela morte do policial e a incerteza de punições severas que já deveriam ter ocorrido. O Promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, que esteve há alguns dias em São Gabriel, em sua página oficial no Facebook, listou os crimes cometidos pelo autor dos disparos que deram fim à vida do policial em Gravataí e que foram mais de treze, até o trágico crime da manhã de hoje, criticando o processo chamado de "desencarceramento".

Maicon teve vários crimes desde 2013, como tentativas de homicídio, flagrante armado, roubo e outros. A Rádio Gaúcha informou ainda que ele movia uma ação judicial contra o Estado por conta das condições do Presídio Central, em Porto Alegre.

O policial morto era considerado pelos colegas como uma pessoa diferenciada e "tombou como herói", como resumiu o delegado Rafael Soccol Sobreiro, que coordenava a ação. "O Rodrigo nunca vai ser esquecido. Eu vou lembrar do Rodrigo cada dia da minha vida. Era uma pessoa diferenciada, um policial acima da média, que tombou como um herói, defendendo a sociedade".

É uma situação - não que não tenham ocorrido outras - mas que expõe o drama vivenciado por Policiais, sejam civis ou militares, no cumprimento do dever e que ou não são devidamente valorizados pelos Governos ou ainda, as leis não são atualizadas por quem é eleito pela população. E que o criminoso acaba sendo o maior beneficiado na maioria das vezes.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 23/06/2017 17h39
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