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Motoristas da Educação paralisam atividades por horas-extras

Motoristas da Secretaria da Educação paralisaram atividades pelo pagamento de horas-extras
Na manhã desta terça-feira (2), os motoristas da Secretaria Municipal de Educação paralisaram as atividades. Eles alegam que o limite de 50 horas-extras, determinado por uma ordem de serviço da Prefeitura é insuficiente e pedem o pagamento das horas devidas. O Executivo, por meio da Secretaria de Administração, informou que está buscando uma solução para o impasse.



Os motoristas, que fazem principalmente o transporte de alunos do interior, alegaram que esse limite não tem como ser adequado ao ritmo que ocorre nas escolas do interior. "Alguns mesmo já estouraram esse limite, apenas queremos que seja pago o que for feito e o que estiver sendo devido", falou um dos motoristas. Os ônibus estão na garagem, que fica na UBS Brandão Júnior.

O que diz a Prefeitura?
A reportagem falou com o Secretário de Administração, Valdemir Jobim (Tita) para saber a situação e ele informou que a questão procede e está sendo estudada uma solução. O Secretário informou que quando a atual gestão assumiu, haviam distorções que foram corrigidas. "Quando assumimos, além da situação financeira difícil em que encontramos o município, havia uma situação desconexa e que precisava ser corrigida", afirmou.

Secretário Tita informa que situação será resolvida e que horas-extras realizadas serão pagas
A ordem de serviço assinada pelo Prefeito Rossano Gonçalves estabelecia um máximo de horas-extras para a Secretaria, mas que cada uma tem autonomia para decidir o que liberar e também com as peculariedades de algumas, como as da Saúde e Educação, a situação poderia se ajustar e que nas próximas horas, uma reunião com o Secretário da Educação e o Prefeito deverá resolvê-la.

"Isso ocorreu porque tivemos um aumento de 15% no número de alunos na Educação, com ampliação da demanda. Mas afirmamos que todas as horas-extras prestadas serão devidamente remuneradas pelo município, tivemos questão semelhante com o Conselho Tutelar e a Assistência Social e isso foi resolvida", diz o Secretário.

Finalizando, Tita fez um questionamento. "Como é que pode o município aceitar que um motorista faça mais de 120 horas-extras por mês? A Legislação não permite isso, tanto por questão de saúde, para preservar os profissionais quanto pela questão legal, para não incorrer em apontamentos pelos órgãos fiscalizadores", concluiu. Uma reunião com o Prefeito deverá acontecer nos próximos dias, até mesmo horas, para sanar o problema.

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 02/05/2017 12h53
Contato: (55) 3232-3766 / 996045197 
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