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Opinião do leitor: O “Green Card” da Carne Brasileira

Tarso Francisco Pires Teixeira
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel
Vice Presidente da Farsul

O governo interino do Presidente Michel Temer completou recentemente oitenta dias, e celebrou essa data com o anúncio de um feito nada desprezível. Depois de muitos anos privilegiando uma relação comercial tão somente com o Mercosul e ditaduras da África e Ásia, o governo celebrou, através do Ministério da Agricultura, contratos que liberam o ingresso de carne brasileira “in natura” nos Estados Unidos. Por muitos anos, entraves comerciais os mais diversos fizeram com que somente a carne processada pudesse ingressar no mercado norte-americano.  Para uma conquista desse tipo celebrada em tão pouco tempo, diversas escolhas do novo governo foram fundamentais – especialmente a escolha do ministro, o pecuarista e ex-governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que já foi ministro em gestões anteriores e usou da experiência e conhecimento prévio da máquina administrativa para “limpar a pauta” e agilizar os avanços necessários.



A importância desta conquista é fundamental para toda a cadeia da bovinocultura no Brasil, especialmente do Rio Grande do Sul, onde fica a maioria dos frigoríficos que preenchem os requisitos para exportar para os americanos. Uma velha lei do comércio diz que “quem paga exige”, e por oferecerem uma remuneração muito superior ao preço do nosso mercado interno, os Estados Unidos são, de longe, o mercado mais exigente. Vale lembrar que o acordo não foi celebrado somente com os Estados Unidos, mas com todos os países da América do Norte – o que inclui México e Canadá – e abre portas para mercados como os do Japão e Coréia, que se guiam por exigências semelhantes. No que diz respeito à qualidade, este acordo é um ganho para a carne gaúcha, cujo sabor, proveniente de raças de origem britânica, cai bem no gosto dos americanos, habituados a “steaks” de maciez e sabor apurados.

Outras ações fundamentais do novo governo demonstram um compromisso efetivo com o setor mais pujante da economia nacional, a começar pela reforma administrativa feita nos ministérios. O antigo ministério da Reforma Agrária, super-poderoso nos governos Lula e Dilma, foi extinto, com o Incra subordinado à Casa Civil. Além disso, o novo governo sancionou uma lei que tipifica o crime de furto e receptação de animais (abigeato). Parece absurdo dizer que até hoje, a lei não fazia diferença entre roubo de gado e roubo de um abajur. Ambos eram qualificados como “furto simples”, apesar dos prejuízos à economia e à saúde pública.

Em oitenta dias, a herança do governo interino já se credencia como mais positiva do que a do governo Dilma, cuja marca no agronegócio até aqui era a nomeação da “super-amiga” Kátia Abreu como ministra, e graves irregularidades fiscais no Plano Safra, que deram origem ao impeachment.

Ainda há muito a ser feito. Mas, sem dúvida, já é um excelente começo.

Data: 04/08/2016 16h12
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