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Saúde Plena é saúde para todos

Opinião do leitor: Está na hora do nosso “Brexit”

Tarso Francisco Pires Teixeira
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel
Vice Presidente da Farsul

Tomada no final do mês passado, a decisão soberana do voto dos ingleses em favor da retirada da União Europeia ainda repercute nos mercados mundiais. Ao resultado do plebiscito, seguiram-se análises catastrofistas de “especialistas”, afirmando que a Inglaterra escolheu o caminho da xenofobia em vez da integração, e que as conseqüências a longo prazo seriam desastrosas para o próprio povo inglês. No meio disso tudo, o que isso diz para nós, brasileiros, cujos empreendedores industriais e rurais competem, em larga escala, nesses mercados?



Em primeiro lugar, o fenômeno que mobilizou os ingleses contra a participação de seu país no bloco europeu, não é distante da realidade brasileira. Ao contrário do que diz a mídia dita “progressista”, não foi a xenofobia ou o medo da livre circulação de pessoas que afastou os ingleses da UE, já que a Inglaterra nunca foi signatária do Acordo de Shengen, documento que trata especificamente deste assunto. O eleitor britânico votou pela saída do bloco por entender que o país estava ajudando a sustentar uma casta burocrática cara, ineficiente e totalmente distante do sentimento do seu povo. E o mínimo que se espera de um governo é que defenda os interesses do seu país. Isso pode parecer estranhos para nós, brasileiros, que há mais de uma década vemos nosso governo empenhado na defesa de bolivianos, cubanos, palestinos, haitianos, mas nunca em prol dos interesses nacionais.

Esta poderia ser a hora perfeita para o Brasil, agora sob novo governo, fazer o seu próprio “Brexit” e encaminhar sua saída do Mercosul, bloco que desde seu nascimento sempre foi prejudicial para a economia brasileira, em especial a do Rio Grande do Sul, que em trinta anos de bloco, viu o fechamento da maioria das suas cooperativas tritícolas, por exemplo. O agrotóxico argentino e uruguaio que o produtor brasileiro não utiliza por restrições legais fitossanitárias, acaba sendo consumido pelo brasileiro quando compra o arroz desses países, que ingressa em nosso mercado sem as mesmas exigências, competindo de forma desleal com o arroz nacional. Fora o caráter ideológico que faz do Mercosul de hoje em dia um convescote de ditaduras bolivarianas. Em vez do atrasado Mercosul e suas barreiras comerciais, o Brasil ganharia muito mais com vários acordos bilaterais de livre comércio, do que em continuar engessado a um bloco cuja presidência rotativa ficará em breve a cargo de Nicolás Maduro, o homem responsável pelo desabastecimento e fome da Venezuela.


Que tal essa ideia, presidente Temer? O Brasil precisa ter coragem de crescer, e para isso, pode e deve romper, ainda que de forma unilateral, com as amarras que nos prendem a esse bloco fadado ao fracasso. Que o povo brasileiro decida isso!

Data: 12/07/2016 18h08
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