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Coletivo Feminista Guapas emite nota de agradecimento e esclarecimento

Manifesto contra a cultura do estupro, que ocorreu em todo o país no dia de ontem, também aconteceu em São Gabriel, organizado pelo Coletivo Feminista Guapas (foto arquivo C7)
O Coletivo Feminista Guapas, que realizou uma manifestação contra a cultura do estupro no final da tarde de quarta (1º) em São Gabriel, emitiu uma nota oficial agora há pouco, agradecendo e ao mesmo tempo também fazendo esclarecimentos sobre alguns pontos da marcha, onde várias questões levaram a opiniões e questionamentos sobre o evento.


Confira a nota, enviada à redação por uma das integrantes do movimento, Camila Ernandes:

O coletivo Feminista Guapas vem por meio desta nota agradecer, primeiramente, a presença de todos, que de alguma forma estiveram presentes em nossa manifestação. Agradecer as mulheres corajosas que contaram ou permitiram que contássemos seus relatos de abuso.

Além de esclarecer alguns comentários polêmicos de pessoas que se limitaram a questões pequenas e que não possuem visão sistêmica do problema maior que atinge nossa sociedade, o machismo.

Primeira questão que gostaríamos de comentar é sobre opiniões partidárias. O coletivo é neutro e respeita a opinião individual de cada pessoa que participa das reuniões e do grupo, não interferindo em suas opiniões partidárias. Falamos de política sim! Mas também falamos de história, legislação, ciência, religião e economia. Os debates são voltados aos problemas que as mulheres sofrem a décadas. Mulheres de todas as classes, de todas as cores e de todas as idades.

Segunda questão é quanto ao nome escolhido. O nome foi escolhido em reunião do Coletivo, após uma das participantes ler a história de Maria Isabel Hornos. Sabemos que ela não foi feminista e provavelmente em sua época ela poderia nem ter conhecimento desta palavra. O nome Guapas foi sugerido inclusive, por uma Gabrielense, que leva uma rosa vermelha em cada visita ao cemitério da cidade. Consideramos a “Santa Prostituta” digna da homenagem por ser uma mulher empoderada, que não vivia dentro dos padrões da sociedade patriarcal e a frente de seu tempo. Foi morta vítima do machismo sim, pois se uma morte encomendada por ciúme não é machismo, o que é? Décadas se passaram e ainda vemos mulheres que são amantes serem julgadas, insultadas e violentadas, enquanto homens que traem continuam suas vidas normalmente sem nenhum tipo de julgamento. Se isso não é machismo, o que é?

O movimento feminista não tem o objetivo de tornar as mulheres “mais” ou “os novos homens”, como muitos pensam. O termo que define a superioridade feminina é o femismo, sendo que nossa luta é feminista, que visa a igualdade de gêneros.

O Coletivo Guapas espera ter esclarecido algumas dúvidas e esperamos não precisar mais comentar esse tipo de polêmica. Consideramos comentários como esses coisas pequenas diante de um problema avassalador que nossas mulheres e crianças tem passado. Quando vemos nas estatísticas que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada e que mais de 70% tem até 13 anos, deixamos de lado “picuinhas” partidárias e opiniões contra um nome e usamos nossa força e energia para lutar contra um inimigo maior. Nossa luta está apenas começando, que nunca deixemos de lutar!


Lute como uma Guapa!

Reportagem: Marcelo Ribeiro 
Data: 02/06/2016 19h05 
Contato: (55) 3232-3766 / 96045197 
E-mail: blogcadernosete@gmail.com 
jornalismo@caderno7.com
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