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Há dez anos, Grêmio vencia a "Batalha dos Aflitos"

Há cerca de dez anos, a equipe do Grêmio Futebol Porto-Alegrense saia de um dos momentos mais difíceis de forma heróica e que jamais tinha sido vista no futebol brasileiro. Na partida final contra o Náutico no Estádio dos Aflitos em um sábado, 26 de novembro de 2005, em que a equipe gaúcha precisava vencer, tudo aconteceu de forma inacreditável. Em um ambiente adverso e com sete jogadores, o tricolor venceu por 1 a 0, se tornou campeão da Segunda Divisão e retornou ao Brasileirão. 


O Grêmio precisava vencer o Náutico, mesmo estando em primeiro lugar com 9 pontos. No outro jogo do dia, o Santa Cruz enfrentaria a Portuguesa também por busca à ascensão para a Primeirona, também em Recife. Quem vencesse, subiria. Para o tricolor, que estava em delicada situação financeira naquele ano, uma falha poderia significar a falência do clube, que tinha perdido apoios com o descenso.

O empate bastava para o Grêmio. Mas a pressão do Náutico era enorme. Aos 30 minutos, o primeiro pênalti foi marcado. Bruno Carvalho bateu, mas a bola foi na trave. E a pressão seguia, até que aos 35 minutos, o lance polêmico que colocou todos à beira de um ataque de nervos. O árbitro Djalma Beltrami marcou um pênalti inexistente quando a bola bateu no braço do defensor Nunes, do Grêmio. O nervosismo que já era grande, piorou quando Patrício e Nunes foram para cima do árbitro, foram expulsos e a Polícia entrou em campo. O jogo ficou vinte minutos parado, até que os ânimos se acalmassem. Qualquer decisão precipitada poderia encerrar a partida cedo e levar a decisão para a justiça, coisa que o Grêmio não desejaria naquele momento.

Na retomada do jogo, por volta das 18h26, Ademar, do Náutico, foi escolhido para bater o pênalti. Aí, o destino se encarregou de ajudar o Grêmio: Galatto, que tinha permanecido afastado das confusões, caiu no canto direito e defendeu a cobrança do pernambucano. No escanteio, o Grêmio conseguiu afastar a bola e o atacante Anderson (hoje no Internacional), armou o contra-ataque e foi derrubado por Batata, que acabou expulso. De forma surpreendente, Anderson disparou, superando uma defesa atônita do Náutico e marcou o gol da vitória, calando o Estádio todo. 

Este momento foi chamado de "71 segundos", porque foi o tempo que levou do pênalti defendido até o gol tricolor. Além da vitória, o Grêmio conquistava o título, terminando com 12 pontos, à frente do Santa Cruz, que já comemorava no Estádio do Arruda. 

Para os gremistas, é um momento histórico, principalmente pela forma que ocorreu, simbolizando a reversão de uma adversidade considerada perdida. Confira a seguir os melhores momentos daquela partida do 26 de novembro de 2005:



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